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Bacalhoada ao forno

19 jun

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Quem me conhece sabe que eu não sou a maior apreciadora de peixes do mundo. O problema não é tanto o gosto, mas o cheiro que toma conta da casa e incomoda meu olfato sensível. Já tentei comer frito, ensopado, assado e nenhum deles me agrada muito. Tenho apenas duas exceções: salmão (em especial em rodízio de comida japonesa) e bacalhau – esse sim eu acho delicioso e o cheiro é muito suave.

Como ultimamente tenho tentado evitar comer carne vermelha com tanta frequência e estou meio enjoada do frango, me propus a tentar inserir peixe na minha rotina alimentar pelo menos uma vez por semana. Além disso, não é novidade que os peixes são ricos em nutrientes, têm gordura boa e possui o famoso complexo ômega-3 (ácido graxo importante para as atividades do cérebro e do coração).

Essa receita é da Rita Lobo (adaptada daqui) que é chef de mão cheia e apresenta um dos melhores (o melhor, na minha opinião) programas de culinária nacional com receitas simples e práticas.

Vamos aos ingredientes?

1 cebola grande cortada em rodelas

500g de batata

1 tomate grande cortado em rodelas

1 pimentão da sua preferência cortado em rodelas (despreze o miolo e as sementes)

Azeitonas a gosto

500g de bacalhau

125ml de azeite

Comece descascando as batatas e colocando-as para cozinhar (em água salgada). Quando levantar fervura, deixe cozinhar por 10 minutos, escorra e espere esfriar.

Corte a cebola, o pimentão e o tomate em rodelas e reserve.

Dessalgue o bacalhau por 24 horas, trocando a água a cada 5 horas. Eu usei bacalhau em lascas, mas você pode usar em postas também. Com o peixe já dessalgado, coloque em uma panela cubra com água e deixe ferver por 5 minutos. Escorra e reserve.

Comece a montagem colocando primeiro o bacalhau no fundo do refratário seguido pelos outros ingredientes – aqui eu fiz assim: bacalhau, pimentão, cebola, tomate, batata e por fim azeitonas – regue com o azeite (eu usei um azeite de ervas maravilhoso que vou dar a receita em outro post) e salpique ervas de sua preferência em cima (usei chimichurri*).

Cubra com papel alumínio e leve para assar em forno preaquecido em 180⁰ por 40 minutos **. Retire o papel e deixe por mais 20 minutos.

*chimichurri é uma mistura de ervas desidratadas que você encontra pronto para comprar e contém:  cebola, alho, salsa, pimentão, orégano, cebolinha, mostarda, tomate, manjericão, pimenta calabresa, louro e noz moscada

** na receita original diz que são 30 minutos de forno e mais 15 minutos para gratinar. Mas cada forno é diferente e a temperatura e umidade do dia também influenciam.  Precisei de mais tempo, então fique de olho!

Ah e eu não usei sal nenhum nessa receita além do que foi usado para salgar a água em que as batatas cozinharam e não achei que foi preciso acrescentar no final.

Ficou ou não ficou bonito?

Bom apetite!

Risoto de pequi com gruyère

17 maio

risoto

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Nunca encontrei alguém que fosse indiferente ao pequi, ou a pessoa ama ou odeia. Eu como boa goiana, sou do time das que amam. Além disso tem uma carga emocional gigantesca pra mim, remete a minha infância e aos almoços deliciosos de domingo que a minha mãe fazia (e ainda faz) com angu de milho verde, arroz com pequi e frango ensopado.
Pra quem não conhece, pequi é um fruto característico do cerrado brasileiro e apesar de ser encontrado em outros estados é considerado um prato típico da culinária goiana. Nessa receita, eu usei o fruto na forma de conserva e somente a polpa, sem o caroço. Achei o sabor e aroma incomparavelmente mais suaves do que o fruto in natura e isso pode ser um ponto positivo para aquelas pessoas mais sensíveis a cheiros e gostos mais marcantes.
Vamos à receita?

montagem

Comece colocando para ferver em fogo baixo 1 litro de caldo de legumes (você pode usar o caseiro ou dissolver 1 tablete de caldo de legumes em 1 litro de água). Em outra panela, refogue uma cebola em cubinhos pequenos (usei a roxa, mas serve qualquer uma) e um dente de alho em cubinhos.
Em seguida, adicione uma xícara e meia de arroz arbóreo, 100 gramas do pequi em conserva e refogue por cerca de 1 minuto. Adicione uma concha do caldo de legumes que a essa altura já deve estar fervendo e mexa, sem parar, até que esse caldo quase seque. Repita esse procedimento até que o arroz esteja cozido. É importante que o fogo se mantenha sempre baixo.
No final, desligue o fogo, adicione 100 gramas de queijo ralado e uma generosa colher de manteiga (para dar cremosidade) misture, e sirva imediatamente. Risoto só fica gostoso se comer na hora que fica pronto.
Eu usei o queijo gruyère porque era o que tinha em casa e você pode substituí-lo por qualquer outro de sua preferência, mas eu achei que o sabor ligeiramente adocicado e delicado desse queijo, casou perfeitamente com a receita. Essa quantidade que fiz servem duas pessoas.
Sirva acompanhado de uma boa carne grelhada, legumes no vapor e não precisa de mais nada.
Bom apetite!